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LIÇÃO 4 - ALEGRIA, FRUTO do ESPÍRITO; INVEJA, HÁBITO da VELHA NATUREZA.













LIÇÃO 4
ALEGRIA, FRUTO do ESPÍRITO; INVEJA, HÁBITO da VELHA NATUREZA.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
JOÃO 16.20-24
INTRODUÇÃO

A partir de hoje iremos dar início ao estudo das características propriamente dita do fruto do Espírito Santo. Para cada uma das características estudadas, será apresentada também uma palavra que resume o antônimo. Seguindo o modelo acima apresentado e proposto pelo nosso autor – Pastor Osiel Gomes – iremos começar o estudo analisando o conceito do termo Alegria, dentro da perspectiva bíblica e sua concorrente, Inveja. Precisamos compreender que a Alegria é produzida pela ação exclusiva do Espírito Santo e a inveja, ação peculiar da natureza adâmica.  Ambas são antagônicas. E que suas ações atingiram todas as pessoas que o cercam.

I – ALEGRIA, FELICIDADE INTERIOR

1.    A ALEGRIA DO SENHOR. Muitos são os termos tanto em hebraico como em grego que definem o termo alegria. O que a mídia tem propagado com uma certa expressividade baseada em ideias e conceitos filosóficos orientais e espíritas, que a alegria está dentro de cada um de nós, basta a encontrarmos para obtê-la. Se nós como embaixadores de Cristo nesse mundo tenebroso não nos posicionarmos contrário a esse famigerado e diabólico conceito, iremos ser discipulado e passaremos a viver fora do centro da vontade de Deus e de sua palavra. Então se faz necessário nesse momento o modo que iremos definir o viver da alegria na existência humana. Precisamos definir nesse momento como verdade absoluta, que ela só pode ser vivenciada em sua totalidade, quando o Espírito Santo está administrando, auxiliando a existência humana. Fora disso é antibíblico e diabólico.

2.    A FONTE DA NOSSA ALEGRIA. Quando olhamos dentro da sagrada escritura, fica evidente que Deus é a fonte e autor da alegria. Vejamos alguns textos que corroboram esse princípio. Tg.1:17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Ne.8:10 Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força. Fp.4:4 Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos. Agora que já entendemos que a alegria é uma prerrogativa exclusiva do Senhor e que ele próprio é a fonte, então somos levados a algumas indagações. 1ª Precisamos do outro para sermos felizes? Marido, mulher, amante, casamento, filhos, amigos e etc. 2º Todo ser humano nasce triste?

3.    A BENÇÃO DA ALEGRIA. Uma da benção que a alegria gerada pelo Espírito Santo nos proporciona é termos a certeza que fazemos parte do Reinado de Cristo e somos aceitos por Ele. O apóstolo Paulo afirma essa verdade aos Cristão que residiam na cidade de Roma. Rm.14:17 porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rm.14:18 Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.

II – INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

1.    DEFINIÇÃO. Nesse ponto iremos definir o termo inveja. Muitos entendem que a inveja tem uma irmã gêmeas, comumente chamada de ciúmes. Mas afinal, são a mesma coisa? Há diferença entre os termos inveja e ciúmes? Ambos os termos embora pareçam sinônimos são antagônicos. Para podermos separa-los se faz necessário definirmos os termos. Atentamos para a dicotomia de Aristóteles: “Aristóteles, por exemplo, define zelos  como sendo o desejo de ter aquilo que outro homem possui, sem necessariamente ter ressentimento contra aquele que o possui; enquanto phtonos se ocupa mais em privar o outro da coisa desejada do que em obtê-la”. Note que a inveja PRIVA o OUTRO e não a sua “posse”, enquanto que o ciúmes deseja a “POSSE”.

2.    INVEJA, FRUTO DA VELHA NATUREZA. Atentamos para a admoestação do apóstolo Paulo aos Gálatas 5.21 “invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus”. Fica evidente que esse sentimento é da velha natureza, portanto está mortificada. Essa “dor interna” não pode fazer parte da vida de um cristão. Embora isso pode aparecer, mas devemos mortificar a carne pelo poder da palavra de Deus que opera em nós.

3.    OS EFEITOS DA INVEJA. A inveja na verdade está movendo muitas pessoas que levam ou que à deram o nome de cristãs. Note que o conceito acima mencionado baseado em Aristóteles tem fundamento. Observemos a vida do menino José. Não queriam seus “bens”. Ainda que nem tinha por sua terna idade. Cismaram com ele, com a sua pessoa. Quantos líderes invejosos. Simplesmente por não irem com a “cara” do irmão em Cristo, fazem de tudo para o prejudicarem. Saul e Davi. Note que no texto de 1Sm 18.7-11 não há menção que Saul queria o reino, pois ele era o rei no momento. O problema era pessoal e ele após a declaração das mulheres trabalharia para Davi morrer. 1Sm 18.7-11 “E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares. Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão só o reino?. E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita. E aconteceu no outro dia, que o mau espírito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa; e Davi tocava a harpa com a sua mão, como nos outros dias; Saul, porém, tinha na mão uma lança. E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes”. Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.

III – A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA

1.    A ALEGRIA NO VIVER. Exercitar a alegria não é tarefa fácil, pois como humano o real e o momento acaba de alguma forma pesado e interferindo nessa atividade educacional. Então devemos seguir o conselho do apóstolo Paulo que afirma que precisamos “andar por fé e não por vista”. Tirar o foco do momento e colocar na eternidade fará toda a diferença em nossa caminhada cristã. Escrevendo aos Romanos Paulo afirmou que “...Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” Rm 8.18.

2.    ALEGRIA NO SERVIR. Serviço sem alegria é viver moribundo. As características do fruto do Espírito Santo não têm sintomas egocêntricos, mas sim coletivos. Primeiro trabalha em mim para depois trabalhar através de mim. Um evangelho que não tem o próximo como prioridade não pode ser chamado de boas novas. Jesus, o Mestre por excelência teve em sua vida o outro como marca registrada. Ele não via ele, não pensava nele. A dor era pelo outro e do outro. Paulo nos aconselhou para levarmos as “cargas uns dos outros” Gl 6.2.

3.    ALEGRIA NO CONTRIBUIR. A contribuição é uma característica do evangelho. A importância nunca foi valores, mas como eles são entregues nas igrejas. A alegria deve ser notória. A entrega de dízimos e ofertas com sentimento oposto ao da alegria repudia o Eterno. Posso entregar com raiva? Não. A base da entrega é a alegria o oposto é obra da carne. Isso não agrada a Deus. Devemos ser bíblicos e não meramente oportunistas. Uma coisa que está virando modo entre os evangélicos é a famigerada e maligna “OFERTA MAIOR”. Isso é um câncer. Humilha o que pode pouco e exalta o que pode mais. O ditado “Quem pode mais, chora menos” é uma realidade até no momento onde o foco deveria ser adoração a Deus. Fico imaginando a viúva mencionada pelos evangelistas Lucas e Marcos em um dos nossos cultos. Pelo valor de sua oferta “jamais” ganharia os prêmios ofertados. Não receberia glória, louros nem presentes. Estamos mudando o evangelho em nome da modernidade. Moderno é ser bíblico e ser bíblico é ser moderno. Outro detalhe, muitos irmãos são medidos pelo valor de seus dízimos. Eu tive esse desprazer. O Pastor nunca me perguntou se eu tinha ou não tinha. Se estava empregado ou desempregado. Muitos se esquecem que “Não” somos cifrão, mas sim humanos.
CONCLUSÃO
“SER ALEGRE É DEMONSTRAR AO MUNDO QUE NOS CERCA QUE O NOSSO DEUS REINE”




LIÇÃO 3 - O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE






LIÇÃO 3
O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE
LUCAS 6.39-49
INTRODUÇÃO


Na lição de hoje iremos alertar ao perigo de exercitar a “natureza adâmica” que ainda está dentro de todos os cristãos. Mesmo sendo já regenerado, justificado, santificado e adotado precisa num processo de renúncia, desprendimento e labuta “manter” a velha natureza aonde Cristo a colocou. O apóstolo Paulo afirmou a igreja de Colosso duas verdades fundamentais. Foi Cristo que matou a natureza adâmica em nós: “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus”. (Cl 3.3). Agora nós temos que manter ela morta e não permitir que ressuscite: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria”. (Cl 3.5).

I – A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE

1.   A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE. Muito talvez nunca ouviu falar nesse “palavrão”. Vocabulário até difícil em pronunciar, mas esse termo tão complexo está presente em nosso cotidiano. De vez enquanto ele nos atormenta, nos provoca, nos incita e etc. Mas afinal o que vem a ser concupiscência? Alguém a definiu como sendo “O apetite pela satisfação dos sentidos do corpo, contrários à razão. (MING, 1908). Segundo o Dicionário Wycliffe, este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8) Por isso precisamos ter uma vida pautada nas escrituras sagradas. É ela que fornecerá ferramentas indispensável para vencermos esse desejo “exagerado”.

2.   A VIDA GUIADA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE. Pode parecer estranhos perguntar aos cristãos, quem controla seus desejos. Mas você já fez essa reflexão? Precisamos entender que “todos” nós humanos temos “vontades e desejos”. O que tem que ficar muito bem frisado em nossas mentes que o pecado foi o “maculador” dos desejos humanos. Paulo orientando a igreja de Filipos, forneceu algumas “ferramentas” para inibir as ações humanas, pois todas elas nascem em nossa mente. Olha o conselho do apóstolo: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Fl 4.8). Desejos sendo controlados antes mesmo de se materializar.

3.   A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS. Aqui temos simplesmente outra “modalidade” por onde esses desejos entram nos seres humanos- os olhos. Alguém já disse que “Somos o que comemos”, então podemos afirmar que também “somos o que vemos”. A visão é uma enorme porta de entrada à coisa boa e ruim. Sempre logo após observar alguma coisa, nosso cérebro como a processar as informações que ele recebeu e começa a mandar comandos de resposta aos outros sentidos humanos. Jó mostra essa luta com essa enorme porta de entrada. Veja o que ela afirma: Estabeleci um pacto com meus olhos de não atentar com cobiça por donzela alguma. ” (Jó 31.1). Jesus afirmou que “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz” (Mt 6.22).

II – A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO

1.    O CARÁTER. No grego, caráter é charakter e significa “impressão; carimbo; reprodução; representação; aparência externa; marca; estampa”. Um detalhe muito importante é que esse termo grego só aparece no N.T. apenas uma vez e fazendo referência a Cristo. O autor aos Hebreus 1.3 afirma que “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas”.

2.    O CARÁTER MOLDADO PELO ESPÍRITO. Quero deixar bem claro que eu não aceito até o momento a teologia que Deus “muda” nossos temperamentos. Pautado nas Palavra eles são “controlados, administrados’ com ajuda do Espírito Santo. Paulo deixa muito evidente quando afirma aos Efésios essa administração: “Aquele que roubava, não roube mais; pelo contrário, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com quem está atravessando um período de necessidade” (Ef 4.28).

3.    ATAQUES AO SEU CARÁTER. Luta nós cristãos sempre teremos e não adianta corre e nem fugir. Ela sempre irá ti acompanhar, não importa onde for, ela será sua “eterna amiga”, até a morte. Essa luta se trava em três ringues diferentes. No “mundo, na Carne e no Diabo”. Perceba que esses inimigos estão na esfera espiritual e suas ações se materializa em nossos cotidianos. Então somente com “armas espirituais que podemos vencer. Não existe Terapia, Psicologia, Filosofia, Mantra ou algo do gênero humano que vencerá o espiritual. Sofremos, pois, queremos humanizar as ferramentas. Mas ore, jejue e leia a Palavra. Somente assim venceremos o mal.

III – UMA VIDA QUE NÃO AGRADE A DEUS

1.    VIVER SEGUNDO A CARNE. Quero começar esse ponto fazendo uma pergunta. Um cristão pode “viver segunda a carne”? Minha singela opinião que isso é impossível. Pois o viver demanda um estilo de vida e que no ato da regeneração a velha natureza foi morta. A palavra viver é muito profunda. É evidente que todos os verdadeiros cristãos NÃO vivem segundo a carne, mas pode em algumas ações agirem pela carne, mas isso não o qualificam como que estão “vivendo na carne”. São as lutas que travaríamos em nossa caminhada de fé.

2.    VIVENDO COMO ESPINHEIRO. Nesse ponto quero salientar o termo produção ou produzir. Nós como cristãos acreditamos que o pecado maculou todo o mundo incluindo a fauna e flora. Com isso quando um fruto é colhido não em seu estado para consumo isso não significa que a árvore está gerando outra espécie. Mas por alguma interferência, aquele fruto saiu com “defeito”. Mas ela continuará a produzir frutos para o consumo. Tem muitos cristãos que são os “ESPINHEIROS” da parábola de Jotão.

4.    UMA VIDA INFRUTÍFERA. Lucas 13.6-9 define muito bem os cristãos que tem suas vidas infrutíferas. Que o seu destino final será o corte e lançado fora.

CONCLUSÃO

A VIDA QUE REALMENTE AGRADA À DEUS É PAUTADA NA PALAVRA


LIÇÃO 2 - O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO






LIÇÃO 2
O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
MATEUS 7.13-20
INTRODUÇÃO

Na lição de hoje abordaremos um tema de grande relevância em nossos dias, mas com a proliferação do evangelho triunfalista, o real propósito do “fruto do Espírito Santo” tem sido marginalizado pelos pseudos pregadores, pastores, conferencistas, teólogos, seminaristas e pela grande massa cristãs contemporânea. O real significado da palavra “fruto” é muito diverso, mas quero fazer uma abordagem do texto bíblico de Gênesis 1.11-12:
“E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que dêem FRUTO segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, .... v.12 e viu Deus que isso era BOM”.
Observe que o princípio é simples: Quando Deus nos recriou em Cristo, foi derramado em nós o seu Espírito e agora nós “usufruiremos” Dele e isso precisa ser compartilhado ao mundo que nos cerca.

I – A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO

1.    O QUE SIGNIFICA SER CONTROLADO PELO ESPÍRITO? Quando jovem eu frequentava “montes”. Passava à noite orando, vendo gravetos ascenderem e coisas do gênero. Enquanto eu e outros irmãos subiam ao monte, alguns faziam essa caminhada de olhos fechados, pois afirmavam que estavam sendo “guiados pelo Espírito Santo”. Isso me deixava muito confuso, pois não conseguia imita-los, então pensava que minha comunhão com Deus não estava boa e que ainda não tinha cumprido o texto de Efésios 5.18: “[...] Mas enchei-vos do Espírito”. Esse mesmo texto me deixava desanimados em alguns momentos de minha caminhada cristã. Muitos o interpretava que esse ser “cheio” devia ser exteriorizado por algum “gesto’, como; dançar, pular, correr, chorar, sapatear etc. Mas graças a Deus que estou num processo de amadurecimento espiritual e teológico. O termo “encher” pode ser melhor entendido como “ser controlado”, ou seja, o controlo é preciso quando não temos controlo de algo ou de alguém, para isso se criou, regras, leis, que são formas de controlar as pessoas e suas ações. Para nós cristãos a Bíblia deve encher e controlar nossas vidas. Ser cheios somente aos Domingos, ou congressos, isso não é evangelho.

2.    UM VIVER SANTO. A maior obra do Espírito Santo não é nos embriagar, produzir transe, rodopiar, dançar ou coisa do gênero. Mas produzir em nós uma consciência do Pecado, da Justiça e do Juízo. Precisar gerar uma espécie de ânsia de vômito em nós em relação ao pecado, que é um ladrão da comunhão real e legítima de Deus. Se a nossa “religião” não nos afasta do pecado ou não temos mais a “consciência” de que nossa conduta é contrária a Palavra de Deus, não estamos cumprindo o princípio de Gênesis.

3.    A VERDADEIRA COMUNHÃO. Baseado no texto do Profeta Oséias 6.3, “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor....”, isso implica determinação, vontade própria, foco, objetividade, prioridade e etc. Somente a persistência e a paciência irá nos revelar o Senhor e o seu Reino, mas a questão é que estamos vivenciando tempos onde tudo tem que ocorrer em alta velocidade. Comida rápida, carros cada vez mais rápidos, internet veloz, comunicação instantânea e cristianismo “fast food”. Isso faz com que o termo comunhão que é algo construído ao longo do tempo perca sua real motivação.

II – O FRUTO DO ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS

1.    O QUE É CARÁTER? Segundo o dicionário Houaiss, é a “qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole”. Precisamos ter em mente que em graus diferentes nosso caráter foi maculado pelo pecado e por isso o apóstolo dos gentios, Paulo, nos informa em sua carta aos Romanos 3.23 que “...todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Por isso que o texto aos Efésios 5.18 é verdadeiro, onde Paulo nos assegura que precisamos ser “controlados” pelo Espírito Santo, para que, aquilo que o pecado manchou em nós o Espírito implemente sua marca.

2.    CARÁTER GERADO PELO ESPÍRITO SANTO. Uma ideia que precisa prevalecer é que o Espírito não muda temperamento ou o nosso caráter, mas ele “controlará”. O “eu” da natureza adâmica é destronada pela 1ª vez na regeneração, mas poderá ganhar vida, caso eu o alimento, com as coisas velhas.

3.    UM NOVO ESTILO DE VIDA. Viver uma vida com Cristo num mundo corrompido não é tarefa fácil, mas é possível. E deve ser pautada em renúncias. Mensagens que não provoca desprendimento não está de acordo com o evangelho bíblico. Os pregoeiros contemporâneos estão se distanciando da Cruz de Cristo.

III – TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS

1.    O PROPÓSITO DO FRUTO. Basicamente o propósito do cristão é 1º TESTEMUNHAR de Cristo, 2º SER LUZ num mundo de trevas e 3º SALGAR onde está inserido na sociedade.

2.    UMA VIDA PRODUTIVA. Nossa vida só é produtiva no mundo espiritual, enquanto estivermos ligados na árvore, que é Deus, ou seja, não existe vida agradável a Deus fora do evangelho. Nossas ações não irão nos salvar, mas servem de indicadores que somos salvos pelo sacrifício de Cristo na cruz. Quando o galho é cortado ele seca e morre, senão for enxertado.

3.    O QUE FAZER PARA MANTER A PRODUTIVIDADE? Um bom agricultor se preocupa com o plantio, com o cultivo e com a produção de fruto. Para que a lavoura tenha um bom desenvolvimento, o agricultor precisa adubar a terra, regar as sementes e retirar as ervas daninhas. É preciso investimento financeiro e muito trabalho. Da mesma forma Deus trabalha em nós, usando algumas ferramentas que nos ajude a desenvolver sua cristandade. Uma delas é a disciplina. Como escreve o escritor aos Hebreus 21.11 “Toda correção, de fato, no momento em que ocorre não nos parece ser motivo de contentamento, mas de frustração; mais tarde, no entanto, produz fruto de justiça e paz para todos aqueles que por ela foram disciplinados”. Observe que a “disciplina é a didática que Deus usa para nos conduzir ao caminho.

CONCLUSÃO

NÃO PRECISAMOS DAR FRUTOS PARA SER SALVO, MAS TODO SALVO TEM QUE DAR BONS FRUTOS

LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE e o FRUTO DO ESPÍRITO - EV Fabio Segantin




LIÇÃO 1

1º de Janeiro de 2017

As Obras da Carne e o Fruto do Espírito Santo

Leitura Bíblica em Classe

Gálatas 5.16-26

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, iremos abordar um assunto de grande relevância para o nosso amadurecimento espiritual: obras da carne e o fruto do Espírito. Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo dos gentios, com sua maestria reluzente e objetividade, trata da luta interna que acontece dentro de todos os cristãos. A oposição entre a carne e o Espírito para ter o centro na vida do ser humano. Todo cristão precisa ter em mente que essa “LUTA É REAL” e “NINGUÉM” está imune à ela. A grande questão é. Como venceremos essa batalha? Sendo “CHEIO dos Espírito Santo”.

I – ANDAR NA CARNE x ANDAR NO ESPÍRITO

1.    O QUE É CARNE? Neste contexto não se refere a matéria, ou seja, carne humana, carne do boi, vaca, peixe e etc.. Aqui se trata da “NATUREZA ADÂMICA”, adquirida no Éden, e todos à possui. Paulo afirma em Romanos que “TODOS PECARAM e DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS”, então podemos concluir que não existe exceção a essa regra.

2.    O QUE É ESPÍRITO?  Em sua originalidade significa, vento, sopro, respiração. Depois passou a ter a ideia da parte IMATERIAL do homem. Em Gênesis 2.7 nos informa Moises que  o Eterno soprou em sua narina, ou seja, parte de Deus está no homem.

3.    ANDAR NA CARNE x ANDAR NO ESPÍRITO. Neste ponto precisamos salientar o que se ganha vivendo num ou no outro estilo de vida. Na carne diz Paulo que, “...Os que estão na carne não podem agradar a Deus"(Rm 8.8) e esse estilo de vida. Produz morte. O andar no Espírito é MANDAMENTO. O verbo indica ordem “ANDAI NO ESPÍRITO”.

II – OBRAS DA CARNE UM CONVITE AO PECADO.

1.    A COBIÇA. Nesse ponto precisamos entender que a NATUREZA ADÂMICA sempre trabalhará com OFERTAS TENTADORAS. Como o sistema capitalista. Precisamos CONSUMIR.

2.    A OPOSIÇÃO DA CARNE. Nós devemos compreender que o fato de estarmos com Cristo, não nos isenta dessa luta e sua investida constante. A velha Natureza não foi tirada de nós, mas mortificada e podemos claramente ao longo do tempo RESSUSSITA-LÁ.  A luta irá acontecer, mas somos nós que alimentamos a carne ou o Espírito.

III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA A SANTIDADE.

1.    O QUE É O FRUTO DO ESPÍRITO? Eu o defino como um “ESTILO DE VIDA” produzido pelo Espírito Santo em nós em 9 características. E isso só é possível pela amizade que nós desenvolvemos com a Bíblia. Fazer uma dicotomia entre “O Fruto e A Bíblia” é simplesmente “humanizar” esse processo. Outro detalhe, os Dons são presente o Fruto e desenvolvido.

2.    OS FRUTOS PROVAM A NOSSA VERDADEIRA SANTIDADE. A marca da nossa religião está em nossas ações. Elas são o nosso termômetro, os indicadores desse processo chamado “santidade”. Não seremos conhecidos pelos Dons mas pelo Fruto. Como está a minha árvore.

3.    A SANTIDADE QUE O ESPÍRITO SANTO GERA EM NÓS. Neste ponto nosso autor trata na verdade de uma matéria chamada de “SOTERIOLOGIA”. Ele mencionara como a santificação opera em nós. 1º POSICIONAL, ou seja, Ele no ato da conversão mudou seu estado. 2º PROGRESSIVA, ou seja, precisamos agora “MANTER” esse novo estado. 3º FINAL, ou seja, a eternidade será o clímax da santificação iniciada na conversão.

CONCLUSÃO


A velha natureza estará sempre dentro de você, mas somente você com as armas espirituais poderá manter ela em seu devido lugar. Se encha do E.S.

Autor: Fábio Segantin

LIÇÃO 4 - A PROVIDÊNCIA DE DEUS NO MONTE DO SACRIFÍCIO



No monte do Senhor se Proverá

Leia o texto de Gênesis 22: 1 – 19 Então disse Deus: "Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei".[...] 

Abraão é um homem que caminhou sob o signo dos abandonos. Das renúncias. Das retiradas. Tudo começa conforme a narrativa de Gênesis no capítulo 12, quando diz que ele ouviu a voz de Deus que o retirou da casa do seu pai e o enviou para um lugar, uma terra que lhe era absolutamente desconhecida. Sem fixarlhe residência. Processo no qual ele esteve durante décadas e décadas, por aproximadamente 60 anos, peregrinando em terras estrangeiras. Uma residência mais demorada aqui, logo uma mudança para ali. O acossamento da fome chegava. Eles tinham que se refugiar em algum outro lugar. Daí Abraão ser o pai dos Hebreus, dos Appiru. Que significa aqueles que andam, cruzam, atravessam. Que se mantém em movimento. Que se mantém em processo. Que não param nunca. Os desinstalados, em processo de movimento. E isso teve a ver não apenas com geografias. Teve a ver com decisões existenciais, relacionadas à vida toda dele. Como eu disse: iniciou com aquela voz que dizia “sai da tua casa, da tua parentela, da casa dos teus pais e vai para uma terra que Eu te mostrarei”. E ele se levantou e foi. E se você for lendo do capítulo 12 em diante no livro de Genesis, o que você vai ver são esses movimentos. Não apenas de um lugar para o outro. Quando tudo parecia estar relativamente instalado num lugar, ele se levantava para outro lugar por ordem divina. Você observará a quantidade enorme de processos de separação, renúncia, afastamento. De tornar a vereda dele mais leve à medida que ele caminha. Deixou a casa dos pais. Depois de um tempo ele teve que se separar do seu sobrinho Ló, que andava com ele, mas porque os pastores de Ló e os pastores dele viviam em confusão, o Senhor disse a ele: “diz a Ló para escolher para onde quiser ir na Terra. A Prioridade de escolha é dele. Se for para um lado, tu vais para o outro, mas não é bom que haja divisão, conflito, guerra, problema entre tu e aqueles que são da tua parentela”. De modo que Ele disse à Ló “escolhe Ló aonde tu queres ir” e Ló escolheu as campinas do Jordão, porque lhe pareciam formosas e foi armando as suas tendas cada vez mais na direção de Sodoma, aonde Ló veio a habitar. Depois disso vemos aquela luta enorme de Abraão e Sara por gerarem um filho. E eles eram aparentemente incapacitados de o fazerem. Pelo menos Sara parecia se estéril. E não conseguia (lhe) dar à luz a um filho. E sobre eles repousava justamente uma promessa que afirmava que a grande benção de Deus na vida deles se estabeleceria através de um filho que deles O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 2 haveria de proceder. Do ventre de Sara. Mas décadas vão passando e esse filho não vem. A ponto de que Sara começa a envelhecer de tal maneira que vai entrando naquele processo de menopausa. De já não poder mais procriar, não ovular. E depois de todas as tentativas ela se cansou. Embora aquela fosse uma promessa recorrente. Desde que eles saíram da casa do seu pai, a benção de Deus sob ele era essa: “será de sua descendência que Eu abençoarei todas as nações da Terra”. E ele não gerava descendência nenhuma. Aí Sara recorre à ideia de um “bebê de proveta”. Pediu ajuda a Agar, que era uma serva da casa. Uma egípcia. E disse a Abraão: “já que eu não posso te dar filhos, procria com Agar. Ela é jovem. Ela provavelmente seja fértil. E assim é possível que a promessa de Deus tenha a sua sequência pelo fato de que o filho será teu. Embora não seja do meu ventre. Como tu é que ouviste a voz de Deus dizendo: ‘da tua descendência eu abençoarei a Terra’, não significa dizer que tem de ser do meu ventre. Pode ser do ventre de outra mulher, mas essa promessa tem que se cumprir. Porque da semente de Abraão proverá esse grande manifestar do Amor e do abençoar de Deus sob nações e povos do planeta Terra”. Abraão tomou para si a escrava Agar, servente de Sara, passou a ter relações sexuais com ela e ela engravidou não muito tempo depois. E aí vem um terceiro corte na vida dele. Bem dolorido. Como diz o livro de Eclesiastes, quando você pega um escravo com mentalidade de escravo, com complexo de escravo, com cabecinha minimalista de escravo, com ambições frustradas de escravo, e o torna príncipe ou princesa do dia pra noite, o coração dele fica insensato, tolo, e não raramente surta. E foi o que aconteceu com Agar, tão logo o seu filho, que se chamava Ismael, nasceu. E é o que acontece com muita gente aqui entre nós, que não está acostumada a comer mel e quando come se lambuza. Você começa a favorecer a pessoa um pouco mais, ela tinha uma mentalidade tão minimalista, tão reduzida, que logo depois começa a ser tornar abusiva. Mas não é por causa disso que o Evangelho manda que voltemos atrás. O que o Evangelho manda é que tratemos a todos com toda a graça e ajudando. E podendo fazê-lo, fazendo-o sempre, agora cada um viva com as consequências da insensatez que assuma. Com Sara e Agar foi isso que houve. Tão logo Agar deu á luz a Ismael, ela começou a se sentir ensoberbecida e superior à sua senhora, à mulher de Abraão, e passou a tratá-la, a desrespeitá-la e a desconsiderá- la. De tal modo que Sara ficou completamente tomada de todos os sentimentos que vocês possam imaginar. Não consegue dar à luz. Frustrada com isso. Pede ao marido que mantenha relações sexuais com a escrava, para que por ela o marido tenha descendência e quem sabe ela ache um viés na benção de Deus. E, tão logo a mulher dá à luz, passa a desrespeitar a sua senhora. Imagine os elementos femininos que se combinaram na cabeça de Sara a ponto de isso se tornar totalmente insuportável para ela. Então ela chamou Abraão e disse: “Olha eu não suporto mais! Manda a escrava embora com o menino”. E diz aqui, em Gênesis 16, que isso foi extremamente penoso pra Abraão. Ele sentiu uma dor enorme. E fez o que ela pediu. Lá, Pedro diz que as mulheres devem ser como Sara, que chamava Abraão de meu senhor. Mas quem manda aqui é ela! Em quase tudo... Então aí: “não quero mais a mulher e o filho aqui”. E o Abraão, com um coração de O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 3 galinha, pegou Agar e o menino e mandouos embora. A criança ainda era um bebezinho. Mas no deserto, para onde eles foram, ele deu apenas alguns elementos básicos para a sobrevivência: botija com água e pão. E os despediu. Os entregou ao deserto como os pais de Moisés o entregaram à correnteza. À providência divina. E ficou doido. Logo adiante, Deus se apiedou de Agar e ouviu a voz de Agar no deserto, quebrantada. Enviou um anjo do Senhor que disse: “Agar, o Senhor é contigo e o Senhor vai te abençoar também e vai fazer do teu filho Ismael, uma grande nação. Agora volta para a casa da tua senhora, Sara, e aprende a respeitá-la e fica lá por que haverá acolhida para ti. Ela volta. Só que 12 anos passam, 12 anos mais nesse convívio, quando não se sabe amainou, mas de qualquer modo era um convívio tenso. Quem um dia já mandou o outro embora e convive mais 12 anos sem mudança alguma, vive num estado de tensão enquanto o menino crescia e ficava taludinho. E entrou na puberdade. Tornouse pré-adolescente. Quando o Senhor visita a Abraão mais uma vez, dentre várias que lhe havia feito, e envia-lhe o Anjo do Senhor, que é uma manifestação do Cristo Eterno, e dois anjos para prometerem que a graça de Deus os visitaria e a descendência dele procederia de Sara. E não de qualquer arranjo. E Sara ouvia isso atrás da tenda, atrás de um véu. De um cortinado. Quando ela ouviu esse negócio, nem Sara se aguentou na presença de Deus. Começou a dar umas gargalhadinhas. O Anjo do Senhor, o Cristo Eterno perguntou a Abraão: “por que se ri Sara lá atrás escondida? Pensa que Eu não estou sabendo das coisas? Está caindo na gargalhada”. Porque ela dizia: “eu não menstruo já faz um tempão, meu marido (me desculpem a expressão) está broxa (só se for com guindaste celestial e com fertilizante da Nova Jerusalém para poder acontecer alguma coisa aqui)”. Então ela estava achando aquilo patético. Estava mais idosa do que a minha mãe. Imaginem só! Chegar assim o Senhor e dizer à minha mãe que ela ia dar à luz a um filho. E olha que ela ainda está um broto de 84 anos. A Sara já estava com seus 90. E Abraão com 100. Abraão era um homem de fé: “se o Senhor está dizendo, eu estou aqui”. E se for para um exercício desses de levantamento, que a graça de Deus venha sobre mim. Sara disse: “desse ventre não sai coelho, quanto mais menino. Nunca saiu, porque que agora depois de “morto” (tinha virado uma sepultura o ventre de Sara)?”. E ela riu de ironia. Riu do absurdo. O Senhor disse: “Ela está rindo! Daqui a um ano eu te visitarei outra vez e vocês estarão aqui, nesta casa, com a criança chorando. Um neném que vai nascer dela. E vai brotar leite do peito dela e ela própria amamentará”. Quando o neném nasceu, diz aqui o texto em Gênesis, que Abraão ficou muito feliz. E deu um grande banquete. Depois de 60, 65 anos esperando aquilo todo dia, nasce o menino. Abraão convidou todo mundo. Mandou fazer uma festança. Foi um dia de alegria e júbilo. A criança ainda era um bebezinho. Estava no processo de amamentação para ser desmamada, e o seu filho Ismael (filho dele com a escrava Agar), que já tinha seus 12 anos de idade, vendo aquela festa toda ficou enciumado. A mãe dele também ficou provavelmente enciumada e despeitada. Todos aqueles sentimentos ruins que podem acontecer no coração humano levantaram-se e ele começou a caçoar do menino. Sabe lá o que ele dizia. Caçoava do garotinho. Isaque não devia ser uma gracinha, para Ismael ter O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 4 tanta razão para caçoar dele. Vai ver que o “bichinho” era meio troncho, qualquer coisa assim. Frequentemente a graça de Deus vem em coisas tronchas. Ismael, “como um bom pai dos árabes”, tinha aquele humor absolutamente desastroso quando deseja. De tal modo que Sara ficou tão importunada de ver aquele filho que deu uma de mãe ciumenta em creche, que chama a diretora, a professora, o marido. Quer resolver o assunto no Conselho Tutelar quase. Chamou Abraão e disse: “agora eu não agüento mais. Há doze anos eu suportei. Segurei a onda até agora, mas agora é com meu filho. E eu não vou admitir que isso aconteça assim. Com meu filho crescendo complexado com esse Ismael, essa Agar fazendo pouco dele. Manda-os embora. (isso é porque ela chamava Abraão de ‘Meu senhor’!) Abrão ficou com o coração pesado. O texto diz que isto outra vez muito lhe pesou no coração, por causa do menino e da serva. E o coração dele ficou esmagado. Mas o Senhor disse: “Não receie em fazer o que te pede Sara, tua mulher”. E de fato o pedido dela era: “rejeita”! Esta é a palavra usada no texto bíblico: “rejeita esta mulher e este menino e manda-os embora”. E Abraão teve que mais uma vez fazer um corte. Uma renúncia. E pegou Agar e o menino. Fez provimentos como ele pode e os enviou com a promessa de que Deus os abençoaria. Como de fato veio abençoá- los, porque havia uma benção de Deus para Agar e Ismael. E a descendência deles prosseguiu. Todavia, aquela era a hora de se fazer mais um corte, de se passar mais um cutelo no cordão umbilical. Lá na Mesopotâmia, em Ur dos Caldeus. Um cutelo entre ele e seu sobrinho Ló. Um terceiro cutelo quando ele mandou Agar e Ismael embora. Agora, a quarta vez, mais difícil, porque doze anos se haviam passado. Ele tinha amizade, convívio, carinho, relacionamento com o filho e mais uma vez manda-o embora. Esse homem é o pai da fé. Agora vejam como a fé vai se construindo com cortes. Cortes. Cortes. Quebras. Rupturas. Abandonos no sentido de obedecer à voz. E aí se chega nesse momento, quando o garoto agora Isaque já está com doze anos aproximadamente. Com a mesma idade com que ele tinha despedido Ismael. Ironia divina. O menino com doze anos. Com a mesma idade com que ele tinha mandado Ismael embora. Vem a voz do Senhor para ele, na sua tenda, numa noite escura e fala-lhe o absurdo: “Abraão”. E ele disse: “eis-me aqui, Senhor. E o Senhor lhe disse: “toma teu filho Isaque, teu único filho a quem amas (ainda vem com este detalhezinho sofisticado). Toma teu filho, teu único filho Isaque (que era o filho da promessa) a quem amas e oferece-o a mim em holocausto, em sacrifício em um dos montes que Eu lhe mostrarei”. Pelo amor de Deus, em dias atuais, um cara que dissesse que ouviu Deus falar uma coisa dessas seria internado na mesma hora sob sete chaves. Um cara perigosíssimo. Pelo menos não venha com essa conversa para mim, que eu prendo você na mesma hora! E se eu chegar com essa conversa para vocês, por favor, me algemem. Façam alguma coisa. Aí você diz: “ué, por quê?”. Porque hoje o Verbo já se fez carne. Já habitou entre nós cheio de graça e de verdade. Toda a revelação Dele já me foi dada. E Ele já disse “quem me vê a mim vê ao Pai”. E Ele já disse qual é a palavra Dele. E Ele já nos revelou todas as coisas, de modo que Abraão vivia no tempo do mistério ainda oculto. Nós vivemos agora no tempo do mistério revelado. Está dito. O caminho está todo definido. Mas Abraão vivia na era da O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 5 subjetividade. Não havia ainda nem lei de Moisés. Não havia escritura. Não havia nada. Só havia subjetividade. E, aliás, a única perspectiva que Deus poderia falar com o homem tal coisa era numa era da mais absoluta subjetividade, no que diz respeito à revelação e a relação dele com os seres humanos. Porque logo, logo, na lei de Moisés já se proibiu tal coisa, e na medida em que a revelação evoluiu na consciência humana isso se tornou abominável. E em Jesus a ordem é: “ama o inimigo. Ora pelo que te persegue”. E não existe a menor chance de que tal lhe seja solicitado. Não dessa forma. Não nesses termos: “pega teu filho, te único filho, Isaque, a quem tu amas, e leva-o a um monte que te mostrarei e oferece-o a mim em holocausto”. Nesses termos nunca mais. Até porque o filho unigênito, absoluto que não é Isaque, é Jesus, já foi oferecido de uma vez para sempre diante de Deus, como prova do amor do homem por Deus. Não da humanidade por Deus, mas do Filho do Homem amando ao Pai por todos os homens que não o amam ainda. Que não o amaram até aqui, até agora e que não obedeceram até aqui e até hoje. No lugar de todos Jesus disse: “Eis-me aqui. No livro está escrito a meu respeito. Cumpra-se em mim toda a Tua vontade”. De modo que Jesus amou a Deus por mim primeiro. De tal modo que nunca dessa forma nos será tal solicitado. Mas a fé carrega consistentemente as mesmas marcas que definem a jornada de Abraão, que é o pai da fé. Cortes. Renúncias. Estou falando isso para uma assembleia de caprichosos, que não aceita renúncia, nem aquilo que lhes faz mal, nem aquilo que está matando. O cara tá sendo morto assassinado todo dia. Está se suicidando. E a Palavra vem e diz: “não faça mal a você”. E o sujeito entra em luta com os céus: “Senhor, me dá forças para eu não enfiar esta adaga no meu peito. Liberta-me, Jesus, dessa desgraça que me carcome mas que eu adoro tanto!. Ah me dá forças pra eu não continuar saindo com aquela mulher que destrói a minha vida mas que tem uns cheiros incomparáveis. Ah, Jesus, me liberta daquele homem que não me ama mas que me faz sentir uns prazeres esquisitos”. Pelo amor de Deus. É um negócio danado. O cara rouba. Vai ser preso. Está sendo destruído. Acabando com o caráter dele. Está andando na direção da “morte”, mas que dificuldade parar de roubar! Corrupção: “Senhor, me dá forças para eu parar de me corromper!”. É mais ou menos nesse nível que estamos lidando. Olha só a idiotice. Depois dizemos que tem fé. Eu vejo pessoas em pânico me pedindo oração. E alguns em angústia profunda e revolta com Deus porque o pai ou a mãe de 90 anos morreu. De vez em quando, eu encontro alguém que está de mal com Deus. Eu digo: “por que meu irmão?”. E ele diz: “porque o Senhor levou o meu pai e eu não aceito isso”... Quando alguém, além de Jesus, venceu a morte no planeta Terra desde sempre? A gente já não nasce sabendo que vai morrer? Mas os “caras” querem parênteses familiares.... “O meu pai não!... A minha mãe não!”. Esse corpo aqui já foi novinho. Cada ano ele vai ficar “mais esbagaçadinho”, e vocês vão assistir. Até chegar o dia em que ele vai se consumir. Nada mais natural. E eu acho lindo esse processo. No entanto tem gente que luta contra os fluxos naturais da vida inteira quanto mais em relação àquilo que Deus nos peça para fazer de nós, de meninos idiotados em homens e mulheres genuinamente andando na direção dos O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 6 patamares, das dimensões da consciência de Deus. Da amizade de Deus. Do amor de Deus. Da entrega a Deus. Do mergulho em Deus. A ponto de que Abraão foi chamado amigo de Deus. Nossas lutinhas são essas aqui, com esses caprichos. E nós pensamos que somos gente de fé? Somos uns idiotas de umas crenças bobas que nos reúnem no domingo à noite e em alguns horários durante a semana. Mas fé ainda anda muito longe do nosso coração. Fé para coisas mais básica que são: - “sai da tua casa, da casa de teu pai, da tua parentela e vai para onde Eu te mostrarei”. – “Não, não posso. Mudar de cidade? Jamais! Para longe da casa de papai e de mamãe? Nunca! Aí, meu Deus. Pelo amor de Deus. Eu vou entrar em pânico! Vou cair em depressão”. E isso é com contrato assinado, com emprego garantido. Com um monte de coisas. Para ganhar bem e o cara não vai. Abraão saiu sem saber para onde ia. Com a mulher e um sobrinho (que perturbava). Aguenta aquilo anos, sustenta o sobrinho, leva o peso para lá e para cá, e o sobrinho dando trabalho. Chega uma hora em que o Senhor diz: “deixa o sobrinho ir, pois onde pisar a planta dos teus pés Eu te abençoarei, mas dá a ele o poder da decisão prioritária e livre”. Vem a história de Agar (“Vamos gerar um filho pelo ventre dela, não será meu, mas a semente é tua. Vamos criar um casuísmo para Deus cumprir a promessa Dele e eu poder dormir e morrer em paz de que eu não atrapalhei a benção de Deus na tua vida, ó marido”). A escrava dá à luz mas vem o capricho e as dores de Sara e ele tem que mandar o menino embora. Depois Deus o visita. Vem o filho dele. Num dia de grande alegria, Ismael surta, começa a falar mal da criança. Aí vem outra voz de Sara dizendo: “agora não dá mais, manda de vez”. E doze anos tinham se passado. As afeições tinham se entranhado. De modo que ele faz isso, mas não sem uma dor horrenda. E agora, mais doze anos se passam, quando chega essa noite escura e Deus diz: “agora pega a Isaque, teu filho, teu único filho a quem tu amas e leva até o monte Moriá e oferece-o ali num dos montes em holocausto a mim, Abraão”. E o pior. Aqui se diz: “e Abraão se levantou e foi”. Nós íamos reunir um grupo de pastores, procurar todos os conselhos. E o primeiro que encontrássemos iria logo dizer: “não faz isso não, rapaz. Não seja doido”. E iríamos dizer: “é, realmente Deus não falou comigo. Foi impressão minha”. Como ouvi em um documentário do History Channel, um idiota dizendo que não foi a voz de Deus, foi um ET do mal que falou com Abraão. Foi um intergaláctico das trevas, mas não foi a voz de Deus. Mas Abraão se levanta e vai. Levanta-se de manhã. Pega o seu jumento. Dois servos. O filho. Reúne lenha. Bota lenha sobre o ombro do filho. Os servos vão levando o jumento. E ele vai, com uma tocha em uma mão, um cutelo na outra. Vinham de Betseba, no extremo sul. Andaram até Jerusalém. O monte Moriá está em Jerusalém, que naquele tempo não tinha nenhuma população à volta. Exceto um povoadinho pequeníssimo embaixo chamado Gebus, dos gebuseus. E o monte Moriá, solitário, sobressaindo sob as demais montanhas. Ele todo liso em pedra. E quando ele viu ao longe o monte, o Senhor disse a ele: “deixe aqui os dois servos e o jumento e vai sozinho com o garoto”. Porque este espetáculo é inassistível. É absurdo. Está para além da imaginação. Nenhuma mente pode processar. O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 7 Então Abraão diz: “fiquem aqui. E eu e o menino iremos. E tendo O adorado voltaremos para junto de vós”. Mais adiante, lemos em Hebreus, no capítulo 11, que ele iria matar o filho. Como, de fato, levantou o cutelo para degolá-lo, crendo, todavia, que se Deus lhe fizera uma promessa ― de que daquele filho lhe viria descendência e as bênçãos todas prometidas ― Ele seria poderoso para ressuscitar o seu filho de dentre os mortos. Era o tamanho da loucura do homem, que é conforme a loucura de Cristo, que se entrega à morte para ser ressuscitado, que é conforme a loucura do Pai. Por isso Abraão é o pai da fé. “Ficai aqui e eu e o menino iremos e, em tendo adorado, voltaremos para junto de vós”. É uma imagem crítica extraordinária, a do menino levando o madeiro e o pai com o fogo e o cutelo. É a cruz antes da crucificação. É a cruz arquetípica se manifestando mais uma vez na história humana, numa decisão de fé que agora envolve um coração de um pai humano e de um filho humano. Numa obediência louca e absurda. Para além de todo e qualquer valor, conceito moral, ético, explicação, filosofia. Transcendendo a qualquer que seja a lógica, o bom senso ou sentido. Loucura. Como loucura é a salvação de Deus oferecida em Cristo Jesus pela pregação da fé. Lá vai Isaque levando o madeiro, e Abraão com o fogo e o cutelo. E vem essa pergunta dilacerante do filho ao pai: “pai?” E Abraão disse: “eis-me aqui, meu filho”. E ele disse: “eis aqui a lenha. Aí eu vejo o fogo e cutelo, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” ― “Meu filho, o Senhor proverá para si o Cordeiro. O Senhor proverá para si o Cordeiro”, respondeu. Estamos falando aqui de coisa grande e nós não passamos de uns panacas. “O Senhor proverá para si o Cordeiro”... Não conseguimos renunciar a um capricho ou abrir mão de uma segurançazinha que, às vezes, não é nem segurança, mas apenas um estepe, uma escolha. É uma decisão temporária, de uma coisa que nosso coração já sabe que não tem nenhuma definição nela, mas é apenas um conforto existencial e psicológico de um momento. Brigamos e fazemos confusão e luta com Deus e com a vida por causa de situações que são de “Barbie”, são conflitos de “Barbie e Ken”, que nós levamos em oração diante de Deus, dizendo “oh, Pai, pelo amor de Deus”. Eles chegam lá e Abraão num silêncio horrível. O garoto mudo, o pai petrificado. Abraão vai fazendo tudo o que tem de fazer. Amontoa pedras. Pega a lenha de cima do filho, arma-a sobre o altar. Ateia fogo. E o garoto olhando em perplexidade apavorada dizendo: “Meu Deus! Que louco é esse? Que Deus é esse? Que voz é essa? Que pai é esse? Que devoção é essa? Quem sou eu?”. E Abraão amarrou o filho e o deita sobre o altar. Ateia fogo embaixo. O fogo começa a crepitar e ele se prepara com o cutelo. E o garoto olhando para ele em silêncio e em temor. E ele vai baixando o cutelo com tamanha veemência que diz a narrativa do livro de Gênesis que o Anjo do Senhor lhe bradou com insistência: “Abraão, Abraão!” porque ele ia descendo o cutelo com toda a decisão para degolar o filho. E Abraão voltou-se e o Anjo do Senhor, que é o Cristo Eterno, que é o mesmo da cruz, o mesmo que se deu por nós no lugar de Abraão, Isaque, Jacó, de mim, por todos nós, disse: “agora eu sei que tu temes a Deus! Porque tu não me negaste o teu único filho”. E mostrou e O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 8 disse: “olha o cordeiro aqui, o carneiro. Pega esse bichinho aqui, coloca-o no lugar do teu filho e imola-o. Porque Eu te abençoarei e te multiplicarei e a tua descendência será incontável. E por ela serão abençoadas e benditas todas as nações da Terra. Volta para casa agora e cuida do teu filho”. Nenhum de nós jamais foi posto numa decisão desse nível. Jamais. Nem o seremos porque Jesus já é a consumação de todas as decisões dessa gravidade absurda para além de toda a compreensão de toda moral, de toda ética, de toda razoabilidade. Deus estava em Cristo realizando a loucura e o absurdo que os homens não entendem, mas que era o absurdo dos absurdos. Porque era Deus matando Deus. Era Deus tirando de todos os universos a Deus. Era Deus morrendo. Essa é a loucura. É Deus matar Deus. É o Cordeiro imolado por todas as criaturas, por todas as dimensões. Por todos os mundos, por todas as eras. De todas as eternidades anteriores a qualquer outra para eternidade, aeon, tempo. Ou referência, existência, percepção e consciência que tenham existido no passado, no presente ou em qualquer que seja aquilo que chamemos de futuro. Está consumado. Agora pense que você não está diante da subjetividade do absurdo, numa noite escura com a voz de Deus visitando você e dizendo pega teu filho e mata! Leva até o telhado do Caminho da Graça e o oferece em cima da Estação em holocausto a mim, Caio. Nunca mais alguém ouvirá tal voz. Nós temos o Evangelho. E o único ser que se manda matar no Evangelho é o meu self, é o meu si mesmo, é a minha persona ilusiva, caprichosa e adoecida, que seja levada para cruz, seja negada, deixada para morrer para que se tenha vida, para que apareça o eu verdadeiro seguindo a Deus em consciência em desprendimento, leveza, liberdade e obediência. No mais, ninguém é chamado a matar ninguém, mas somos chamados a cortar um braço, a cortar uma perna, a arrancar um olho, coisas de que não queremos mais saber, porque a religião criou um rolo compressor de adulação, um circo de fanfarrices tão pernósticas e tão avassaladoramente distanciadoras do nosso coração em relação ao que seja coragem de ser em Deus e para Deus, que qualquer palavra que não nos adule o ego, que não nos seja uma promessa de que nada em nós jamais será pedido, de nós que viveremos apenas de acréscimos e extensões, é por nós imediatamente rejeitada e repudiada especialmente nessa geração. Eu não sou chamado a imolar nenhum filho, mas eu nunca tive de matar um filho, o que me deixa numa situação extremamente confortabilíssima. A situação de sepultar um filho que eu não matei, de sepultar um filho das minhas entranhas que eu não matei é uma situação de extremo conforto de fé, sabendo ainda que ele foi levado para glória do Pai, mas tem gente que até para sepultar o filho que não matou o faz com ódio aos céus e à vida. Não foi o momento mais difícil da minha vida pegar um filho que eu não matei, ao qual eu só me dei em amor, e que a graça de Deus o acidentou em morte para levá-lo para a Glória Eterna e poupá-lo... A fé demanda renúncias, renúncias corajosas... Às vezes, temos de cortar um braço, um braço que está nos gangrenando, e cuja manutenção é a nossa morte... Temos de cortar. Se, às vezes, temos de fazer isso num filho para salvá-lo contra todas as vontades dele, mas fazer isto, quanto mais contra nós mesmos! Às vezes são relacionamentos cancerígenos O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página 9 que temos. Não se diz que o pai de Abraão era mal e mesmo assim Deus disse: “deixa teu pai e tua mãe”. Imagina aquele pai estuprador, violentador, abusivo, aquela família perversa, adoecida, ainda tem gente que diz: “não, eu vou morrer aqui dentro dessa história, com tudo no Evangelho dizendo ‘se tu tens a oportunidade de tornar-te livre, torna-te livre hoje’”. Mas ficamos viciados até a sepultura como residência. Ló é chamado como um homem bom e justo, o sobrinho de Abraão, mas por que houve desentendimento entre pessoas ligadas a eles, o Senhor disse: “deixa-o ir, e deixa que ele escolha o melhor”. Mas, às vezes, estamos ligados a cretinos, a canalhas, a doentes, tarados, abusivos, e não temos a coragem de os livrarmos do que está nos matando, quanto mais coragem de ficarmos livres de algo que não é ruim. Ló tinha Deus na vida dele, mas não é por isso que ele tinha um caráter bom, que ele era a pessoa para continuar ao lado de Abraão naquele momento da História, e Deus disse: “deixe o ir, corta!. Não é por que ele é mau, é por causa do teu caminho comigo. Agar não era má, e nem Ismael também. A circunstância é que não inspirava vida, é que não traria vida, nem cumpriria a promessa, então “manda ela embora”. Isaque era a promessa. Agora veja aonde Deus chega quando queremos andar com Ele e ficar amiguinho Dele mesmo: “em Isaque serão cumpridas todas as minhas promessas na tua vida”. Aí chega a hora em que Abraão tem de aprender a última lição: de que é melhor Deus sozinho sem promessa nenhuma do que todas as promessas do mundo sem Deus nelas; porque às vezes ficamos como cultuadores da promessa de tal maneira que nos esquecemos, nos desapaixonamos do Deus das promessas! É o que eu vejo acontecendo toda hora com pessoas que vão ficando tão aferradas à benção de Deus, ou à promessa de Deus, ao sucesso em Deus, à realização em Deus, à felicidade, ao contentamento em Deus... É tanta expectativa pelo que de Deus procede, que não importa, e aí, antes que chegue este dia, antes que o culto à benção se torne uma idolatria, antes que o culto à boa esperança se torne uma desgraça, antes que o culto aos bons e retos desejos se torne um fim a si mesmo, tenha coragem de dizer a Deus: “eis aqui os meus filhos, se Tu quiseres levá-los todos, leva-os, por que eles são Teus, mas eu não serei Teu se os cultuá-los como se eles fossem Tu”. Está pensando que a fé é feita de brincadeira, meu irmão? “Eis aqui o meu emprego, eis aqui o meu amor que eu sinto por essa menina/esse carinha”...Essa cócega gostosa que você não pode nem chamar de raiz de vida, de promessa, como era Isaque na vida de Abraão, mas para você já é uma eleição da qual você não abre mão, aí a verdadeira benção, a verdadeira promessa, a verdadeira graça nunca se cumpre na sua vida porque você vive agarrado com Agar, com Ismael, com o viés, com a meia-volta, com o capricho, com o desejo do outro, com as suas próprias idiossincrasias, batizadas de “minhas esperanças humanas em Deus”. Ah, eu já preguei milhares de vezes neste texto sob tantos ângulos e aspectos diferentes, mas hoje eu só queria falar sobre este único. Sobre fé que se carrega da disposição da renúncia. No caso de Abraão, na hora em que ele renuncia e ele leva, e ele executa - porque hebreus diz que com efeito aos olhos de Deus ele imolou o filho -, o anjo teve que parar-lhe a mão aos gritos pois o homem já tinha O Caminho da Graça www.caiofabio.net | www.vemevetv.com.br Página10 executado tudo no coração - “do monte do Senhor se proveu substituição e livramento”. Mas às vezes, as não é Isaque que está ali, não. Às vezes é um demônio que está ali para ser imolado mesmo. Ou quem está ali é um cordeiro, ou é só uma escolha da minha própria vontade, capricho, desejo, e infelicidade desorientada e que precisa ser de, algum modo, oferecida a Deus pra que eu cresça, me liberte, creia que no monte do Senhor se fará provisão e livramento. Mas enquanto eu quiser fazer as provisões, eu mesmo para minha vida, terei apenas aquilo que eu arranjar, terei apenas Agar, terei apenas Ismael, andarei com Ló ate não aguentar mais, mas nunca provarei a leveza final de chegar e dizer “Deus, eu te entrego até as bênçãos; eu mato as bênçãos todas, mas não fico sem ti”. Esse é o sentido final da adoração, quando toda a promessa deixa de ter galardão, quando toda vitória fica vazia de seu sentido, se ela for aumentada aos nossos olhos como coisa de importância maior. É quando acreditamos que das pedras Deus podem suscitar filhos de Abraão, e não só necessariamente de Isaque. Abraão chegou ao ponto de crer que das pedras Deus lhe suscitariam filhos, mas ele preferia não ter filho nenhum a ter qualquer que fosse o filho sem que Deus fosse a primazia da vida dele, o Absoluto do Absoluto da vida dele. Agora pense nisso, e considere não nos pedidos absurdos do Evangelho, mas no que o Evangelho chama Vida: “Corta esse pé Caio, se você não cortar vai ter gangrena, rapaz”. Ah, meu irmão, eu corto; se me disserem que se eu não cortar o pé, ou a perna, porque eu vou ter gangrena, pode ter certeza. Minha mulher sabe que eu vou dizer pra ela na mesma hora que vou cortar, como Jesus disse: “é melhor tu entrares inteiro na Vida, do que tendo os ‘dois membros’ seres lançado na morte”. Esse é o paradoxo do Evangelho: quem corta um membro para preservar a essência não perde nada, ainda fica inteiro; arranca um olho, se descapacita humanamente para ver melhor, para enxergar melhor e entrar melhor na ambiência da totalidade em Deus. São amputações que nos trazem benefícios. O Evangelho, no máximo, pede isso de nós… Mas quem corrompe a sua essência por causa do seu capricho, entra inteiro no nada. O Evangelho não está mandando o indivíduo matar um filho, mas mandando você fazer escolhas para vida. Só que parece que lhe são tão penosas para dar razão a Deus. Abraão creu em Deus contra o absurdo, e nós não cremos em Deus nem no fluxo da mais razoabilidade do sentido da vida, e, às vezes, até no testemunho da verdade que temos dentro de nós, mas não queremos seguir nem obedecer. A que você chama isso? De fé? Honestamente renomeie e recategorize o que existe no seu coração até que isso se torne fé. Mas eu creio que o Espírito de Deus está suscitando fé em nós, decisões e consciência de que andar com Ele implica a capacidade de, não por deliberação, mas por obediência, frequentemente cruzar a outra fronteira: PORQUE NO MONTE DO SENHOR SE PROVERÁ! 

O real significado da palavra Moriah.

A palavra Moriah - מוריה tem vários significados apresentado por vários comentaristas e todos tem a sua grande valia, mas o hebraico transcende aquilo que vemos em suas consoantes. Para muitos a palavra Moriah é um acróstico. Que teria a ideia de apresentar uma ideia do que D-us iria fazer naquele monte.
Moriah é composta por três palavras em hebraico. 1º Makom -  Lugar; 2º Ree - Ver; 3º Yah - D-us, ou seja, Lugar onde D-us é visto.